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Reforma Tributária e Alta Renda: o que médicos e clínicas precisam entender agora

Nos últimos meses, médicos e gestores de clínicas têm sido bombardeados por informações sobre Reforma Tributária, tributação da alta renda e mudanças iminentes na forma de pagar impostos. O problema? Grande parte desse conteúdo é genérico, alarmista e desconectado da realidade médica. 


Este artigo tem um objetivo simples e direto: separar ruído de realidade, explicar os impactos práticos e mostrar quais providências já podem e devem ser adotadas para proteger renda, clínica e patrimônio com segurança jurídica. 


A Reforma Tributária não é um evento. É um processo.


Diferente do que muitos conteúdos sugerem, a Reforma Tributária não acontece de uma vez. Ela é gradual, com efeitos que começam a partir de 2026 e se intensificam ao longo dos anos seguintes. O ponto central é simples: estruturas que funcionavam bem no passado, se não forem ajustadas, tendem a se tornar mais caras, mais arriscadas e menos eficientes. E isso vale tanto para: 


  • A clínica (Pessoa Jurídica), quanto para
  • A organização da renda e do patrimônio do médico (Pessoa Física).

 Impactos reais para médicos e clínicas 


1. Tributação de dividendos acima de R$ 50 mil Médicos que recebem mais de R$ 50.000,00 mensais em lucros ou dividendos podem passar a sofrer retenção de 10% de IR na fonte, reduzindo diretamente a renda líquida. O que pode ser feito? 

  • Clínicas no Simples Nacional: adoção de medidas judiciais para impedir retenções ilegais.
  • Clínicas em outros regimes: reestruturação da relação PF + PJ, com ajustes na distribuição de lucros e, quando indicado, organização patrimonial entre médico e clínica, sempre de forma legal e planejada.

 2. Estrutura Pessoa Física + Pessoa Jurídica desatualizada

Manter o mesmo modelo de pró-labore e retirada de lucros, sem revisão, pode concentrar renda exatamente onde a tributação será mais pesada. Providência:

Reorganização gradual e segura da renda, preservando eficiência tributária e previsibilidade financeira. 3. Contratos que não protegem contra aumento de tributos Muitos contratos com hospitais e operadoras não preveem cláusulas de reequilíbrio econômico-financeiro. O resultado é simples: o médico absorve sozinho qualquer aumento de carga tributária. Providência:

Revisão contratual estratégica, com inclusão de cláusulas de proteção e mitigação de riscos. 


4. Dificuldade real de repassar tributos ao preço Na prática, médicos e clínicas não conseguem reajustar honorários na mesma velocidade das mudanças fiscais. Providência:

Planejamento tributário interno, com simulação de cenários e mapeamento de fornecedores, reduzindo ineficiências antes de qualquer tentativa de repasse externo. 


5. Crescimento patrimonial sem organização Quanto maior a renda, maior o risco fiscal, sucessório e familiar se o patrimônio estiver desorganizado. Providência:

Organização patrimonial preventiva, com segregação de riscos e visão de longo prazo. 


6. Decisões estratégicas sem olhar para a transição Expansões, entrada de sócios ou compra de imóveis feitas sem análise tributária hoje podem gerar custos irreversíveis amanhã. Providência:

Análise prévia de impacto tributário antes de decisões estratégicas relevantes. 


O que já estamos fazendo para nossos clientes 


De acordo com o perfil de cada médico ou clínica, atuamos com: 

  • Análise individualizada dos impactos da Reforma;
  • Simulações de carga tributária ao longo da transição;
  • Revisão e ajustes de regime tributário;
  • Reorganização da relação PF + PJ;
  • Revisão contratual estratégica;
  • Organização societária e patrimonial;
  • Acompanhamento contínuo das normas complementares.

 Tudo com foco em legalidade, segurança jurídica e sustentabilidade financeira.